segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quem foi Frida Kahlo?

Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacán, uma pequena cidade localizada nos arredores da Cidade do México. Nesta mesma cidade está localizada La Casa Azul, a casa onde Frida Kahlo nasceu e que atualmente abriga o Museu Frida Kahlo onde é possível encontrar uma retrospectiva de suas obras, objetos e documentos inéditos, além de fotografias, desenhos, vestidos e livros da artista.



Filha do casal Guillermo Kahlo e Matilde Gonzalez y Calderón, foi a terceira das 4 filhas tidas pelo casal, além das 2 meio-irmãs mais velhas. Frida ressaltava que cresceu em um mundo cheio de mulheres. Entretanto, durante a maior parte da sua vida, foi extremamente próxima ao pai.

Teve uma infância marcada por uma série de doenças, lesões, operações e acidentes. A primeira delas, foi a poliomielite contraída em 1913, com seis anos, que deixou uma lesão no seu pé direito pela qual ganhou o apelido de Frida pata de palo (Frida perna de pau). A partir daí, passou a usar calças, depois longas e exóticas saias, que se tornaram uma de suas marcas pessoais. Em 1925, aos 18 anos, sofreu o acidente que marcaria sua vida pra sempre. Um bonde, no qual viajava, chocou-se com um trem. O pára-choque de um dos veículos perfurou-lhe as costas, atravessou sua pélvis e saiu pela vagina, causando uma grave hemorragia. Frida ficou muitos meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas partes e reconstruir por inteiro seu corpo, que estava todo perfurado. O acidente obrigou-a a usar coletes ortopédicos de diversos materiais, e ela chegou a pintar alguns deles (como o colete de gesso da tela intitulada A Coluna Partida). Durante a sua longa convalescença, começou a pintar, usando a caixa de tintas de seu pai e um cavalete adaptado à cama.




A pintura não chegou cedo na vida de Frida. Seu pai, tinha a pintura como passatempo, entretanto este nunca foi seu ideal de carreira. Entre 1922 e 1925 frequentou a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assistiu aulas de desenho e modelagem. Em 1925, mesmo ano do seu acidente, aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. 

O muralista e grande amor de sua vida, Diego Rivera, apareceu em 1928, quando Frida entrou no Partido Comunista Mexicano. Casou-se com ele no ano seguinte. Sob a influência da obra do marido, adotou o emprego de zonas de cor amplas e simples, num estilo propositadamente reconhecido como ingênuo. Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita frequência temas do folclore e da arte popular do México.

Frida casou-se aos 22 anos com Diego Rivera, em 1929. O casamento foi marcado por infidelidades e brigas violentas um casamento. Ambos possuiam um temperamento muito forte e casos estraconjugais. Kahlo, que era bissexual, teve um caso com Leon Trotsky depois de separar-se de Diego. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo eles sendo casados, mas não aceitava os casos da esposa com homens. 



O rompimento entre Frida e Rivera ocorreu quando ela descobriu que o marido mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina, há muitos anos. Rivera e Cristina tiveram 6 filhos e Frida nunca a perdoou por isso. Seu amor por Diego era tão grande que quando descobriu o relacionamento dos dois, cortou todo o seu longo cabelo em frente ao espelho, e justificou o ato de fúria dizendo que o amava tanto que era incapaz de vingar-se atacando o marido e que por isso atacava a si mesma. Em 1940, eles se uniram novamente e o segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro.

Embora tenha engravidado mais de uma vez, Frida nunca teve filhos, pois o acidente com o bonde comprometeu seu útero e deixou graves sequelas que a impossibilitaram de levar uma gestação até o final. Os abortos que sofreu marcaram sua vida e sua arte que representa muitas vezes sua tristeza por não ter tido filhos.



Frida teve uma vida conturbada e tentou diversas vezes o suicídio. As diversas traições de Diego, sua impossibilidade de ter filhos e sua condição física muito debilitada fizeram com que tivesse um vida muito infeliz. 

Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, devido ao grande número de remédios que tomava, o que pode ter sido acidental ou não. A última anotação em seu diário, que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida". Diego Rivera descreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.

Em 1938, André Breton qualificou sua obra de surrealista em um ensaio que escreveu para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Sobre isso, ela mesma declarou mais tarde: "Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".

Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o Auto-retrato em um vestido de veludo (1926), Retrato de Miguel N. Lira (1927), Retrato de Alicia Galant (1927) e Retrato de minha irmã Cristina (1928).



A Frida é nossa inspiração porque apesar de levar uma vida cheia de dor e sofrimento, é inegável a genialidade da vasta obra que deixou. Suas cores fortes e intensas refletem a intensidade da sua paixão, espírito e personalidade. Além disso, Frida foi uma das mulheres mais revolucionária, criativas e autênticas de que se tem notícia, e serve até hoje de inspiração para todos que tem contato com suas arte. 

Sendo assim, como não se apaixonar por Frida Kahlo?

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